sábado, 20 de dezembro de 2008

A Era dos Heróis

Ano 1723 do Sagrado Calendário Estelariano - Dragórios

Esta era não tem uma identidade, a não ser o fato de estar em constante mudança. Os reinos que conseguiram se estabelecer após a queda do império avançam em relativa paz, o comércio se expandiu e tornou-se comum. As evoluções dos navegantes possibilitaram contato maior com outras ilhas e regiões do continente até então pouco conhecidos. O início da sétima era foi marcado por um conflito entre o reino dragoriano e Dávia, um reino nórdico governado pelos poderosos Deva.

Durante a sétima era foi notada a existência de poderosas criaturas que costumam realizar grandes feitos e ter seu nome cantado em canções. A estas pessoas se chamam pelo nome genérico de “Aventureiros” ou “Heróis”. Poucos conseguem se tornar heróis, e não necessariamente eles são bondosos. Existem heróis que usam seus poderes para o mal. A cultura dos heróis é presente entre os habitantes de Esdra, sendo que eles correspondem por uma parte ínfima da população.

O declínio do império deixou profundas cicatrizes na sétima era de Esdra. Muitos reis e líderes tribais passaram a rechaçar a glória que o antigo império humano trouxera a seus reinos, destruindo as estradas e construções importantes que remontavam a era dos doze reis. Em muitas regiões o caos completo passou a imperar, criando grandes áreas sem lei no imenso continente de Eroth.

As civilizações e nações passaram a ser mais isoladas nesta era. As grandes e imponentes estradas estelarianas tornaram-se alvos fáceis de ladrões e saqueadores de todos os tipos e logo alguns monstros perceberam que poderiam obter comida facilmente freqüentando algumas estradas. Tornou-se comum ver grandes comerciantes contratando aventureiros para acompanhar suas caravanas pelas estradas que atravessam o continente.

Dentre alguns dos grandes heróis desta época, é válido destacar Gabriel Arch, Bartholomeu Wite, Tilintalos Verin.

Meu pai, Vitor II é o atual rei de Dragória.

- Princesa Sophia de Dragória. -

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

A era dos doze Reis

Ano imperial 697 do sagrado calendário de estelária.

Mais de seis séculos de prosperidade seguiram-se após a unificação do império Estelariano por Estel, filho de Eriadas. Estes séculos foram marcados por paz, justiça, honra e glória para todas as raças de Denaroth.

Doze gerações de imperadores trouxeram progresso ao império. Pontes, estradas, palácios, cidades, portos, navios, igrejas, torres. Tudo foi melhorado no império. A magia foi estudada com cautela e disciplina, a pobreza e a fome foram combatidas, as disputas foram arbitradas por juízes honestos escolhidos a dedo pelos imperadores, a violência foi reprimida e as guerras praticamente cessaram. Este período de prosperidade foi aclamado como a era dos doze reis. Mais justiça seria feita se fossem doze imperadores, mas oficialmente, os Imperadores Estelarianos não eram mais do que Reis de Dragória, mesmo sendo reconhecidos como governantes de toda Denaroth.

Infelizmente toda a glória que doze gerações trouxeram para o império levou apenas uma geração para se deteriorar. A décima terceira geração de Imperadores foi coroada com o nascimento de primogênitos gêmeos. Ezel e Eros. 

Os filhos de Eneriel, décimo segundo imperador, não foram aceitos por Drakien para treinamento. Diziam que o Dragão via maldade demais em seus corações e tal recusa lançou um mau presságio sobre o império.

Quando atingiram a maioridade, Eros e Ezel começaram a brigar pelo trono de Dragória. Sem o respeito do restante dos povos de Denaroth, o império estelariano rapidamente se desfez, provocando a ira dos irmãos. Ezel venceu a contenda e acabou matando Eros, mas o estrago que a briga entre os dois causou foi profundo demais para ser reparado. Os reinos se dividiram e não mais aceitaram o comando do Rei de Dragórios. Ezel exigiu seu lugar de direito e durante os poucos anos de vida que lhe restaram após a morte de seu irmão, ele causou guerra e estragos na terra que seus antepassados tanto haviam se esforçado para proteger.

Este foi o trágico fim do império estelariano e eu, o príncipe de Arlerin, escrevo estes manuscritos como um anexo aos livros de Esdra.

 - Temo - 

sábado, 29 de novembro de 2008

A Era de Estelária

Após a derrota do Dragão Negro Rei, o continente de Denaroth estava completamente anarquizado.

Os reinos haviam perdido suas fronteiras e muitas linhagens reais foram extintas. Nesta época, o povo clamou pela liderança do herói que colocou um fim ao tormento do mundo, mas Eriadas não aceitou o fardo.

O filho de Eriadas e Niviel tinha apenas quatro anos na época em que o Dragão negro rei foi derrotado, mas o maior herói humano decidiu colocar nas mãos do jovem garoto o futuro de Esdra e da raça humana. Eriadas sugeriu aos maiores líderes da época numa grande reunião entitulada mais tarde como "O conselho de Denaroth" preparar seu filho para governar os povos livres de Esdra. Houve objeções mas não havia alguém capaz de se opor a vontade do salvador de Esdra naquela época. Um período conturbado de aproximadamente 13 anos existiu em Esdra, mas mesmo sem liderança houve paz. Eriadas se encarregava de reprimir os líderes violentos.

Estel, filho de Eriadas foi levado até Drakien pelo pai e pela mãe. Niviel acompanhou a estadia dele durante os 13 longos anos em que o jovem aceitou o Dragão Dourado Rei como mestre e mentor. Muitos também se opuseram a esta decisão de Eriadas, mas novamente ninguém foi ousado o bastante para se opor.

Quando Estel completou 17 anos, Eriadas foi buscá-lo nas cordilheiras Eternas, mas apenas o jovem retornou.

Por alguns anos houve conflitos entre os líderes de Denaroth e Estel. Mas o jovem demonstrou ter a força de seu pai nos punhos e a vontade de um Dragão Rei na mente. Em pouco tempo ele conquistou o respeito e a confiança de todos os povos livres de Esdra.

Dez anos após seu retorno, Estel já governava o maior império visto em Esdra. Ele não conquistava novas terras. O povo clamava por sua liderança. Seus domínios extenderam-se de leste a Oeste de Eroth e de Norte a Sul, abrangendo quase todo o território explorado do mundo. Uma era de paz e prosperidade se seguiu e Estel certamente ficará conhecido para sempre como o maior líder da história de Esdra.

Após a morte do grande imperador Estel, seu filho Emestel (que foi treinado por Drakien também) assumiu o comando do maior império de Esdra. Nomeou-o Estelária em homenagem a seu poderoso pai e governa o Império já a 50 anos.

Este é o final dos manuscritos dos Livros de Esdra, escritos por ordem do Imperador Emestel, segundo imperador de Estelária.

- Ledras e Temo -

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

A Era dos Dragões

Os Dragões Rei haviam salvado Esdra da escuridão e dos mortos, e todo o mundo lhes foi grato por tal ato.

Uma Grande estátua de Drakien foi construida por Toran como presente dos Deuses para selar o acordo entre eles. Ao redor da estátua foram construidos cinco templos subterrâneos, a pedido dos próprios Dragões Rei. Cada templo era uma homenagem a um deles. Os grandiosos templos levaram centenas de anos para serem construidos e todas as raças de Esdra, exceto os gnomos, colaboraram na tarefa. Diz a lenda que cada um dos templos, na verdade, foi construido para guardar os inimagináveis tesouros de cada um dos Dragões Rei, mas ninguém até hoje conseguiu confirmar o boato pois após o término dos templos, ninguém mais conseguiu descer muito além de seus primeiros pisos inferiores. Dezenas de armadilhas, charadas mágicas e provas foram colocadas nos pisos inferiores pelos Dragões Rei, como uma maneira de testar os exploradores.

Ao redor da estátua se formou uma enorme cidade. A construção dos cinco templos demandou muito esforço e mão de obra de diferentes raças de toda Esdra. A diversidade de raças formou uma cultura única com o convívio de tantos seres diferentes no mesmo local. Assim nasceu a grande cidade de Dragórios, a maior cidade de Esdra.

Drakien exerceu muita influência nos primórdios da cidade. Conhecido como "O Dourado" ele pacificou a região com sua liderança e permitiu o convívio das diferentes raças. Porém, quando os templos foram terminados os cinco Dragões se submeteram ao Acordo dos Dragões e deixaram a região, de forma a extinguir sua influência sobre os mortais.

Drakien desapareceu sem deixar vestígios na época. Ele foi viver no topo das cordilheiras eternas, onde acreditava que nenhum mortal jamais o poderia alcançar.

Drakan fixou sua morada num vulcão ativo, que os habitantes locais apelidaram de "Montanha do fogo". O Rei vermelho construiu para sí um palácio sobre o vulcão e lá permanece até os dias que estes manuscritos estão sendo escritos. Uma cidade chamada Beril se formou devido a sua influência e apenas na região do círculo do fogo o Dragão Vermelho Rei se permite ter alguma influência.

Drakiel, o prateado, escavou uma caverna no meio das cataratas de Marádia, um local praticamente inacessível para a maioria dos mortais e lá adormeceu.

Drakis, o Rei de Cristal, foi viver numa grande caverna próximo aos domínios de seu antigo amigo Eleldar.

Por último, Drakor, o Rei Negro, vôou para o Oriente e lá construiu uma imensa morada. Esculpiu uma montanha na forma de uma grande torre e escavou centenas de túneis. Lá o Dragão Negro Rei viveu em aparente exílio por algumas centenas de anos.

Drakor porém ainda se ressentia com os Deuses. O Dragão Negro Rei tinha consciência da extensão de seu poder e sua morada começou a atrair milhares de mortais que viviam a leste das cordilheiras eternas. Em sua maioria eram orcs, góblins, gnols, trolls, ogros, gigantes selvagens e todo tipo de criaturas violentas. Drakor os acolheu e sua influência os dominou. Passados algumas centenas de anos, a influência do Dragão Negro Rei não mais pode ser ignorada pelos Deuses e Dragões. Drakiel então despertou de seu sono e foi tirar satisfações com Drakor.

Nem mesmo o sábio Eleldar nos soube precisar os fatos que se ocorreram da conversa de Drakiel e Drakor. Sabe-se apenas que Drakiel nunca mais foi visto após voar até a torre de Drakor. Drakis foi convocado por Drakien e deixou o reino sagrado dos elfos para também nunca mais ser visto e Drakan, como dizem ser da personalidade dele, não se importou com os fatos e permaneceu cuidando de sua montanha de fogo. Existem boatos que dizem que Drakan e Drakor fizeram um acordo, mas nem Eleldar nem nenhum outro sábio nos soube confirmar, e o próprio Drakan se negou a resolver o mistério quando perguntado.

O império de Drakor cresceu em tamanho e poder. A região governada por ele logo ficou conhecida como Ar-Akor, a morada da escuridão. Os servos de Drakor se referiam a Ar-Akor como sua fonte de poder, e talvez o fosse. O Dragão Negro Rei impregnou muito de sua força e poder na região, de forma que a própria região adquiriu caracteristicas místicas. Alguns soldados gostavam de dizer que eram "servos de Ar-Akor", nem mesmo mencionando seu senhor Drakor.

Drakor então lançou uma poderosa investida contra o Reino anão nas Cordilheiras Eternas. A força dos anões, aliada com o grande conhecimento das montanhas, permitiram que os exércitos anões conseguissem resistir por alguns anos. O Supremo Dunkar dos anões, percebendo que suas forças não poderiam suportar os ataques por muito tempo, enviou emissários para os reinos humano e élfico que faziam fronteira com seu território na tentativa de obter ajuda. Os humanos responderam, mas os elfos preferiram não acreditar que Drakor estivesse por trás dos ataques e negaram o envio de tropas. Daquele dia em diante, uma discórdia nasceu entre anões e elfos em Esdra.

Dragórios respondeu ao chamado, mas tardiamente. Quando os exércitos dragorianos estavam alcançando as Cordilheiras Eternas, um ataque surpresa tomou uma das grandes passagens anãs no coração das montanhas. A invasão de Ar-Akor havia sido iniciada em Denaroth. Os grandes responsáveis pela tomada da passagem foram os temíveis elfos Drow, que haviam se aliado a Drakor e agora formavam a elite de seu exército.

A guerra então tomou conta do continente. Combates passaram a ser comuns e muitos se acostumaram a viver com a violência. Apesar de a situação não ter sido tão extensa e profunda quanto na era da escuridão, este período de Esdra foi um dos mais violentos. Drakor exercia um poder inimaginável com seu conhecimento e aos poucos os reinos mortais começaram a e prever uma derrota.

Quando toda a esperança parecia ter sido perdida e os exércitos Ar-Akorianos estavam se preparando para cercar Dragórios, surgiu Eriadas!

Chovia naquela tarde. Os exércitos Dragorianos e Ar-Akorianos se encaravam na grande planície Sul. Então, um soldado humano, aparentemente mundano, saiu das fileiras dragorianas e começou a caminhar sozinho na direção do inimigo. Os exércitos do Leste eram comandados por um Dragão antigo e poderoso, porém arrogante. Eriadas então parou à meia distância das fileiras inimigas e desafiou seu general para um combate. O Dragão aceitou prontamente, subestimando o poder do jovem humano.

Eriadas começou a mudar o curso da guerra naquele dia. Matou o general num combate extraordinário. Eu, Temo, estava presente nas fileiras Dragorianas e pude presenciar o poder e a força que corria nas veias do maior herói humano que já se teve notícia. Eriadas derrotou o Dragão e todos pudemos ver o pânico que se passava nos olhos dos soldados das fileiras inimigas quando ele começou a caminhar na direção deles. Um ataque massivo de nosso exército liquidou o pelotão inimigo e aquela foi a primeira vitória de muitas.

Em cada combate, Eriadas desafiava o general inimigo, e o liquidava de maneira teatral. Logo os generais passaram a temer o jovem humano, que lutava à frente da linha de batalha. Seu poder era incomparável em combate e todos os servos de Ar-Akor passaram a temer a simples menção do nome do herói humano.

Muito se escreveu sobre Eriadas. Acredita-se que ele tenha sido escolhido por Zorin para mudar o mundo e acabar com Drakor. Dizem as lendas que ele sonhou com os Deuses, subiu Oriohorin e recebeu a Espada do Dragão para cumprir seu objetivo, certamente a espada que Eriadas portava era incomparável, tanto em imponência quanto em poder e beleza.

Durante a retomada de Arlerin, Eriadas conheceu Niviel, princesa élfica, filha de Lerin, o lendário rei élfico que havia visitado Oriohorin. Eles se casaram e o Rei presenteou Eriadas com uma jóia chamada Lerínia. Eleldar afirma que Lerínia foi a primeira estrela a ser criada no firmamento e foi dada de presente a Lerin por Karin, a Deusa das estrelas e mãe dos elfos.

Eriadas liderou as tropas aliadas até Ar-Akor. Com Lerínia brilhando em seu peito ele chegou até a fortaleza de Drakor e enfrentou o Dragão Negro Rei em pessoa.

Certamente o combate dos dois foi o mais espetacular já visto neste mundo. Lerínia protegia Eriadas da maioria dos poderosos feitiços de Drakor e a força física sobrehumana do herói humano assustava até mesmo os mais antigos dragões que presenciavam o combate. Eles lutaram por dias, e no final Eriadas saiu vitorioso, derrotando um dos mais poderosos seres de Esdra.

O Dragão Negro Rei estava morto, e isso marcou o início de uma nova era em Esdra: A era de Estelária.

- Ledras e Temo -

domingo, 16 de novembro de 2008

A Era da Escuridão

A chegada do Lorde das trevas em Esdra modificou o mundo.

Seu poder e influência eram grandes demais para serem combatidos mesmo pelos Deuses. Por mais de mil anos, o demônio trouxe morte e sofrimento para nosso mundo. Uma aliança de humanos, elfos, anões, Devas, Centauros, Kiths, Hallcats, Gigantes, Lantos, Elfos do mar, Aquans e Orcs celestes foi formada para combater o demônio. Essa união de tantas diferentes raças foi chamada posteriormente de "Aliança de Kadres", em homenagem a cidade onde o acordo entre as doze raças foi selado. Alguns dragões também se uniram a causa, além de poucos gnomos.

Os Gnomos não se envolveram em nada do que ocorreu nesta era. Após o surgimento do demônio das trevas, os Gnomos, assim como os elfos, isolaram-se na floresta mágica chamada Floresta de Garia. O reino de Garinelin foi então escondido do mundo assim como o reino élfico. Porém, Eleldar envolveu-se no combate ao demônio, diferente dos gnomos, que passaram a ser odiados e caçados em Esdra por todas as raças pertencentes a Aliança.

Os líderes da aliança tinham esperança de vitória no começo, mas com o passar do tempo eles perceberam que os mortos em combate retornavam como servos das fileiras inimigas na condição de mortos vivos. Após dezenas de anos de confronto, o exército do lorde das profundezas tornou-se grande demais para ser combatido, e a aliança finalmente foi derrotada.

Muitas histórias e lendas desta época nos foram contadas por Eleldar. Histórias de batalhas épicas, heróis valorosos e grupos de guerreiros compostos pelas mais diferentes raças. Até mesmo os temíveis elfos drow uniram-se à aliança nos anos que precederam a sua derrota definitiva, assim como algumas fadas, titãs, elfos do mar, homens lagarto, Gaians e halflings.

Porém, todo o poder de tantas raças combinado não foi capaz de deter a legião de mortos do lorde demoníaco. Os Deuses resolveram intervir diretamente quando descobriram um plano do inimigo para atacar Oriohorin e desafiá-los na cidade sagrada de Ar-Horin. Os Deuses então convocaram os Dragões Rei à sua presença. Pois mesmo desejando ajudar os mortais, eles não poderiam quebrar a Lei de Serena.

Drakan, Drakiel, Drakien, Drakor e Drakis foram recebidos em Ar-Horin e um pacto entre eles e os Deuses foi selado. Os Dragões Rei teriam o poder que lhes foi retirado de volta, e, em troca, usariam-no para derrotar o invasor extra-planar de Esdra. A força física incomparável, aliada a enorme competência mágica dos Dragões Rei os tornavam os guerreiros ideais para livrar Esdra do demônio. A Espada do Dragão, que ainda continha os poderes de todos os outros Dragões antigos foi entregue a Drakien, com a promessa de que seria devolvida após a derrota do demônio.

O acordo foi aceito. E os Dragões rei tiveram seus poderes de volta e de posse da Espada do Dragão foram ao encontro do demônio tirano. Todas as raças de Esdra presenciaram o colossal combate entre os Reis e o Lorde das Trevas, que assumiu uma forma gigantesca e poderosa para enfrentar os cinco dragões. Mas o poder deles combinado era grande demais para ser derrotado, e no final os cinco foram vitoriosos.

Mesmo com a vitória, os Dragões Rei não conseguiram matar o demônio das trevas. Drakien então trancou-o numa dimensão secreta fadando-o ao eterno esquecimento e isolamento. A chave para a prisão do demônio foi selada pela própria espada do Dragão, mas um portal deveria ser criado em Esdra, de forma que apenas por alí se pudesse acessar a prisão do demônio.

Os elfos então se ofereceram para guardar o portal, envergonhados de seus Grandes magos antepassados que haviam trazido a escuridão e sofrimento para toda Esdra. Um palácio foi construido por Drakien com cristais mágicos para guardar o portal e, em volta deste palácio, uma cidade élfica foi erguida e murada, com a promessa dos elfos que o portal jamais poderia ser aberto novamente. Assim surgiu a cidade de Ar-Tëniaes, que hoje é conhecida como Artënia, capital do reino de Arlerin.

Drakien devolveu a Espada do Dragão para os Deuses, e a segunda parte do acordo entre eles então entrou em vigor. Daquele dia em diante, os Dragões Rei manteriam seus poderes, mas não poderiam interferir na vida de Esdra diretamente, assim como os Deuses não o podiam. Apenas um conselho dos Deuses poderia libertá-los desta condição novamente em caso de extrema necessidade.

Assim foi encerrada a mais longa e sombria era de Esdra, e uma nova era se iniciou com a aclamação dos Dragões Rei como grandes salvadores do mundo: A Era dos Dragões.

- Ledras -

sábado, 15 de novembro de 2008

A Era dos Grandes Magos

O exílio de Eleldar foi um marco na mudança de Esdra. Por mais de trezentos anos os Grandes Magos governaram o mundo com seu poder incomparável. Não havia força ou magia suficientes para fazer frente nem mesmo a um único Grande Mago e logo todas as raças do mundo conhecido de Esdra estavam sob o domínio dos elfos. Todo o continente de Eroth respondia ao grande Conselho dos Magos e os magos planejavam explorar os oceanos externos em busca de novos horizontes para seus domínios.

Apesar da opressão que os magos élficos causaram, seu imenso poder possibilitou algumas grandes obras e melhorias no mundo. Bibliotecas foram criadas, grandes fortalezas e incontáveis túneis e cidadelas subterrâneas foram construidas por eles e para eles. Estradas e pontes, estátuas e torres foram lapidadas nesta era, e muitas delas ainda perduram até os dias atuais.

Os Grandes Magos construiram sua morada num local propício à utilização da Magia. O grande palácio do conselho, segundo as palavras de Eleldar, foi a mais magnifica construção já erguida em Esdra. Neste local místico os Grandes magos aprofundavam seus estudos e aumentavam seus conhecimentos sobre os poderes místicos do mundo, irritando até mesmo alguns Deuses com rituais proibidos e imprudentes. Eles seguiam com sua sede de conhecimento, desafiando os conselhos dos Deuses e realizando rituais e feitiços que nem mesmo os próprios deuses ousariam tentar. Esta ambição desmedida por conhecimento cobrou seu preço.

A era dos Grandes Magos foi marcada por opressão e progresso. Muitos tomos e grimórios poderosos foram produzidos nesta era e os magos construiam grandes fortalezas, torres ou túneis secretos para guardar cada um de seus maiores segredos e descobertas. Muitos destes santuários ainda existem em Esdra, aguardando serem encontrados e vencidos. Porém, o grande palácio do conselho foi destruido pela magia que mudou o mundo novamente.

Os Grandes Magos pensaram que haviam conseguido descobrir uma maneira de alcançar Tenkos, o lendário Deus dos Deuses. O Criador de tudo e de todos e senhor do tempo. Devemos ressaltar que nem mesmo Eleldar nos pode dizer se Tenkos realmente existe ou não. Trata-se de uma lenda entre os próprios Deuses que sempre provocou ambição nos Grandes Magos.

O Feitiço que eles executaram naquela fatídica noite rompeu os laços místicos que separavam os planos de existência dos mundos. Os Grandes Magos foram longe demais com seu poder e atrairam para sí a atenção de entidades poderosíssimas que os Deuses haviam sido tão empenhados em afastar de Esdra. Os Deuses não imaginavam que os Grandes Magos poderiam fazer algo desta magnitude, e essa magia mudou o mundo.

Um grande lorde infernal logo notou a fragilidade das barreiras místicas e as utilizou para chegar em Esdra. Poucos tem coragem de pronunciar seu nome e o mesmo foi esquecido durante a passagem das eras de história. Nos foi proibido, pelo próprio Eleldar, de documentar o nome deste ser extra-planar.

O Lorde das Trevas chegou em Esdra e rogou uma poderosa maldição nos Grandes Magos. Seu poder residia em sua habilidade de se alimentar da magia dos Magos, e eles o tornaram demasiamente poderoso durante os combates. Os Grandes Magos não foram páreo para o Lorde e a destruição do Palácio do Conselho foi o marco de passagem para uma nova era em Esdra: A era da Escuridão.

- Ledras e Temo -

A Era dos Imortais

A primeira era pode ser considerada uma extensão dos tempos antigos. Após o exílio dos Deuses, os filhos imortais deles passaram a governar os povos mortais de Esdra. Sua autoridade se devia basicamente ao respeito que seus poderosos pais haviam imposto durante milênios sobre os habitantes do mundo. Os imortais, porém, além de sua característica de não envelhecerem não possuiam mais nenhuma característica que os pudesse diferenciar dos outros seres de Esdra.

Após algum tempo, grupos começaram a acusar os filhos dos Deuses de serem responsáveis pela intervenção dos Deuses na vida em Esdra. Tal intervenção havia sido proibida pela Lei de Serena e portanto os Filhos dos Deuses, segundo estes revoltosos, não teriam direito de governar os povos do mundo. Conflitos começaram a ocorrer novamente e uma nova era de perturbações começou em Esdra.

Contudo estas perturbações não foram tão drásticas. E durante sete séculos os imortais governaram o mundo sem muitos problemas. Lidando com as revoltas ocasionais, guerras entre sí e períodos de paz.

Não há muitos relatos específicos sobre a primeira era de Esdra. O próprio Eleldar não nos foi muito amistoso para recordar deste período. Período, o qual ele próprio foi um dos governantes do mundo. Aparentemente houve sete séculos de relativa paz e prosperidade em Esdra, principalmente no continente de Eroth. Mas a paz e prosperidade levaram ao surgimento do grupo de magos que destruiria a estabilidade e levariam Esdra a uma nova era.

Um grupo de magos élficos que viviam no reino de Eleldar iniciou estudos aprofundados sobre a magia, aproveitando-se do excesso de energia mágica que existia em Esdra nos tempos antigos, resquícios da presença dos Deuses. Estes estudos trouxeram um grande conhecimento sobre o poder da magia e os magos se auto-denominaram Altos-Magos. Mas ao longo da história ficaram conhecidos como Grandes Magos.

Os Grandes Magos então formaram uma guilda poderosa e se fortaleceram, favorecidos pelo período de estabilidade proporcionado pelos imortais, eles começaram a praticar magias tão complexas que até mesmo os Deuses não ousavam realizar. Haviam vinte Grandes Magos na guilda quando eles decidiram que os imortais não mais deveriam comandar o destino de Esdra.

Os vinte Grandes Magos destruiram os reinos dos Imortais. Cada um deles equivalia a um exército. Eleldar contou que, certa vez, uma armada inteira e dez regimentos de um exército humano foram extintos do mundo por apenas um Grande Mago. Estes poderoso elfos conjuravam furacões, terremotos e chuvas de fogo. Tranformavam o chão em água fervente ou invocavam seres místicos poderosos para lutar por eles. Um a um os imortais foram caçados e mortos pelos grandes magos, até que apenas restou Eleldar. Devido a seu grande conhecimento sobre magia ele conjurou um antigo feitiço, ensinado por sua mãe Karin, para proteger seu reino. O reino sagrado dos Elfos então permaneceu oculto desde aquela época e os elfos que apoiaram os grandes magos foram impedidos de retornar.

O exílio de Eleldar e de seu reino marca o final da era dos Imortais e o início da segunda era de Esdra: A era dos Grandes Magos.

- Temo -

Os Tempos Antigos

Inicialmente escreveremos sobre os tempos antigos. Tudo o que aconteceu antes do exílio dos Deuses.

A mais de dez mil anos atrás, os Deuses viviam entre os mortais e compartilhavam sua sabedoria e poder. Grandes cidades eram construidas e civilizações floreciam sob o comando de cada um dos Deuses de Esdra. Haviam mais do que os vinte e um Deuses do nosso atual Panteão naqueles tempos e após muitos anos, conflitos começaram a surgir.

Serena, a representante de Esdra e Deusa da Vida ordenou que houvesse lei no caos criado pelos deuses. A Lei de Serena seria imposta com a ajuda de seres poderosos, que ajudariam os Deuses a manterem seus reinos e trariam ordem aos conflitos. Assim os Dragões foram encarregados de colaborar com os Deuses para manter a ordem no mundo, compartilhando seu poder e sabedoria com eles. Por milhares de anos a Lei de Serena funcionou perfeitamente e trouxe harmonia ao mundo.

Porém, os Dragões e os Deuses se desentenderam. Os Deuses acusaram os Dragões de traição, quando estes exigiram serem tratados como iguais perante os Deuses. Cinco Dragões Rei foram responsáveis pela rebelião e a guerra que se seguiu foi a maior que já se tem notícia em Esdra. Muitos Deuses pereceram nesta época, assim como muitos dragões.

Os Dragões Rei Drakan, Drakiel, Drakien, Drakor e Drakis foram derrotados por uma aliança de oito Deuses: Aura, Zorin, Úkion, Maria, Seph, Arisha, Marius e Marok. Estes oito Deuses vencedores formaram então o "Panteão superior". Uma corte que deveria julgar os cinco Reis rebelados. A pena imposta por eles aos Dragões foi dura: Metade de todo o poder dos Dragões foi retirado deles por Serena e a autoridade deles em Esdra foi banida para sempre.

O poder dos Dragões foi então colocado em uma jóia, que foi incrustada em uma espada. Esta espada foi chamada "Espada do Dragão" e muito do destino de Esdra passou a depender deste artefato místico. O artefato ficou em poder do Panteão Superior e assim, os oito Deuses obtiveram mais poder e influência do que os demais sendo mais conhecidos até os dias atuais.

Porém a vitória dos Deuses não foi completa. Serena decidiu que os próprios Deuses também eram merecedores de uma punição pelo mal que impuseram ao mundo com sua ganância e ambição. Foi ordenado a Rado e Toran construir uma montanha infinitamente alta e no topo desta montanha, uma cidade. Nesta cidade os Deuses deveriam habitar para todo o sempre, limitando seu poder e influência sobre o mundo dos mortais. Todos os Deuses então se exilaram de Esdra, deixando o destino do mundo nas mãos de seus filhos imortais. Destes filhos imortais atualmente apenas resta Eleldar. A montanha foi nomeada Oriohorin e a cidade Ar-Horin.

Isso é tudo o que nos foi permitido contar sobre os tempos antigos e após o exílio dos Deuses se iniciou o que chamaremos de "Primeira Era" de Esdra. A Era dos Imortais.

- Ledras e Temo -

Os manuscritos de Ledras e Temo -

Ano 66 do calendário Imperial Estelariano.

Primeira Parte - Prólogo

Meu nome é Ledras, escrevo este manuscrito sob ordens do Segundo Imperador de Estelária Emestel, filho de Estel e neto de Eriadas. Um grande bardo élfico me acompanha na criação deste manuscrito e seu nome é Temo, filho de Lerin, irmão de Níviel e príncipe de Arlerin. Tudo o que está descrito nestes capítulos são fatos que nos foram narrados por diversos personagens que ainda vivem em Esdra e participaram dos grandes acontecimentos. Devo citar que o próprio Temo se encarregará de escrever grande parte da história aqui narrada, pois já vive por centenas de anos. Mas não seremos arrogantes ao negar que nosso maior colaborador é Eleldar, supremo rei dos elfos, imortal filho da Deusa das estrelas Karin. Neste prólogo contarei sobre a jornada para encontrar Eleldar e obter um pouco de sua imensa sabedoria.

A cerca de dez anos, o Segundo Imperador de Estelária procurou meus serviços. Fui convocado à sua presença para que ele me desse uma nobre tarefa: Eu estava encarregado de compilar toda a história de Esdra desde os tempos antigos, quando os Deuses ainda caminhavam entre nós. Emestel desejava coroar sua recém criada Biblioteca Imperial com o mais importante documento do mundo para que a memória de Esdra se mantivesse viva para sempre. Eu tive a nobre missão de escrever tal documento. Para me auxiliar na missão, o Imperador convocou o mais famoso bardo do mundo, Temo, o príncipe élfico de Arlerin. Sua sabedoria e perspicácia foram fundamentais para elaborarmos estes manuscritos os quais todos decidimos serem dignos de serem chamados de "Os livros de Esdra".

Partimos rumo a uma jornada incrivelmente desafiadora e difícil de ser completada. Deviamos alcançar o reino sagrado dos elfos, onde habita Eleldar. A milhares de anos, Eleldar isolou seu reino com poderosos selos mágicos para evitar a fúria dos habitantes de Esdra contra os imortais filhos dos Deuses. Desde então o sagrado reino élfico é tratado com uma lenda por muitos não elfos. Temo, filho de Lerin, entretanto conhecia o caminho secreto que leva até o reino sagrado e seguimos pela trilha por ele descrita. Levamos dois anos para alcançar o reino, passando por incríveis provações e testes ao longo da jornada.

Após uma audiencia com o sábio Eleldar, o mesmo concordou em nos ceder um pouco de sua sabedoria. Eleldar já vive por mais de dez mil anos, mas sua memória permanece impecável. Os majestosos salões de Ar-Finël que são sua morada muito nos impressionaram, mas não mais do que a incrível capacidade de Eleldar de descrever os fatos, os quais ele próprio vivenciou.

Temo e eu ouvimos atentamente suas histórias, escrevendo e anotando tudo o que foi possível para que pudéssemos escrever os livros de esdra quando retornássemos. Durante três anos nós ouvimos as histórias de Eleldar e compartilhamos de sua sabedoria. Os cinco anos seguintes foram empenhados em procurar outros poucos sobreviventes dos tempos antigos (entre eles os Reis Dragões) e também documentos antigos, bibliotecas, palácios e tudo o que nos pudesse aumentar o número de informações sobre nosso passado.

Assim serão escritos os Livros de Esdra.

- Ledras -

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Introdução ao Cenário

Esdra é um mundo para campanhas de RPG. Este cenário começou a ser desenvolvido desde a primeira aventura que eu e meu grupo jogamos. Na época nós não possuíamos acesso a nenhum material sobre mundos (antigo e não muito saudoso AD&D) por falta de informação pura e simples. Como eu sempre gostei mais de mestrar acabei elaborando um cenário para ambientar nossas aventuras. Essas coisas aconteceram a mais ou menos dez anos atrás.

Nestes dez Anos, Esdra mudou de história, de personagens e até de nome. Nascido com o nome de "Espada do Dragão" (não, eu não conhecia Dragonlance na época :p) o cenário ganhou vida literalmente no papel. Eu escrevi um livro de aproximadamente 50 páginas totalmente colorido e ilustrado. O manuscrito serviu de base para criar uma segunda versão do cenário, acrescentando novos personagens, modificando a importancia de outros, criando novos mapas, reinos e lugares. Esta "segunda edição" passou a ser chamada de "Esdra", ou "Os livros de Esdra". O cenário é basicamente um mapa, um panteão e dezenas de histórias sobre personagens, fatos ou lendas do mundo. Nada digitalizado, tudo manuscrito. Este cenário me serviu (e também ao meus grupos de jogadores) de maneira maestral durante mais de 6 anos de RPG. Agora eu gostaria de dividir esta boa experiência que eu e meus amigos tivemos ambientando campanhas neste mundo novo.

Não tenho a arrogância de pensar que Esdra pode ser comparado com qualquer grande cenário que já habitam as mesas de RPG, como Forgotten Realms, Dragonlance, Eberron, Ravenloft ou outros tantos excelentes títulos. O que eu desejo oferecer é apenas mais uma opção e uma nova idéia de melhorar este cenário com idéias, dicas e sugestões de outros jogadores de RPG da rede. A internet nos possibilita divulgar, mas sua maior utilidade é a de permitir o compartilhamento de idéias e opiniões. E são idéias e opiniões que eu e meus amigos que fazem parte do Esdra Team desejamos com este conjunto de blogs.

A versão que vamos apresentar de Esdra é sua terceira edição. Uma reformulação dos Livros de Esdra. A maioria das histórias postadas neste blog são referentes ao senso comum da maioria das pessoas letradas do mundo. Sua maior fonte de informação são os lendários "Livros de Esdra", escritos por Ledras e Temo, dois grandes bardos à incontáveis anos atrás. Estes importantíssimos manuscritos são mantidos atualmente sob proteção dos elfos na Sagrada Biblioteca Imperial de Ar-Finël.

Espero que o cenário possa proporcionar boas horas de jogo a todos como já o fez conosco.

Leandro Flores - Esdra Team